domingo, 24 de abril de 2011

A verdade deve ser mostrada doa a quem doer! Novela do SBT causa mal-estar nas Forças Armadas Há uma semana no ar, a novela Amor e Revolução, exibida no SBT, já tem provocado reações no público. Em especial, de um grupo de militares. Em documento divulgado em seu site na internet, a Associação Beneficente dos Militares Inativos e Graduados da Aeronáutica (ABMIGAer) organiza um abaixo-assinado a ser encaminhado ao Ministério Público Federal, para tirar do ar a novela de Tiago Santiago, que fala da ditadura militar no País. Até agora, conta com 300 assinaturas. No material, José Luiz Dalla Vecchia, secretário da ABMIGAer, acusa a emissora de ter fechado acordo com o Governo Federal para que o folhetim levantasse a bandeira da Comissão da Verdade – que pretende esclarecer casos de violação de Direitos Humanos ocorridos entre 1946 e 1988. No texto, Dalla Vecchia diz: “Parece-nos que se trata de um acordo firmado com o empresário Silvio Santos, visando o saneamento do Banco Panamericano. As Forças Armadas não devem permitir que tal novela seja exibida.” Prós e contras Cena de tortura na novela Amor e Recolução O autor do folhetim, no entanto, diz que o projeto da trama existe há 15 anos. “E quando comecei a novela ainda não sabia quem iria ganhar, a Dilma (Rousseff) ou o (José) Serra”, diz. Tiago conta ainda que tem procurado os dois lados (direita e esquerda) para participar da trama – ao final de cada capítulo é exibido um depoimento de alguém envolvido na Ditadura. “Até garantimos (aos de direita) que manteríamos os depoimentos na íntegra. Mas não aceitaram”, diz o autor. A produtora da novela, Bruna Mathias, que organiza esses depoimentos, já tem 70 vídeos de pessoas que foram torturadas. Já o número de discursos da direita é inexpressivo: apenas dois. “E não são com os cabeças”, diz Bruna. Em janeiro, a produtora começou a procurar organizações de militares e, desde então, se encontrou com 50 pessoas que fizeram parte da cúpula do governo. Entre elas, o general Carlos Alberto Brilhante Ustra. Dele e de outros militares, recebeu dicas de livros, filmes, mas sempre o “não” para gravar os depoimentos. Em conversa com o JT, a mulher de Ustra, Maria Joseíta Ustra, falou que tudo que ela e o marido tinham a dizer sobre a ditadura já está no livro do coronel, A Verdade Sufocada. Já o coronel Gélio Fregapani, que integrou o antigo SNI (Serviço Nacional de Informações, agência de inteligência criada em junho de 1964), confirmou ao JT que também foi convidado pelo SBT para colaborar com o folhetim, mas não aceitou. Para ele, Amor e Revolução é um desserviço à nação. “Estamos num momento em que temos confusões internacionais, logo virá uma guerra mundial e essa novela está reavivando uma ferida que só irá colaborar para a desunião”, diz. Fregapani não acredita que o abaixo-assinado seja a solução. “A forma do exército se manifestar nunca foi fazendo abaixo-assinado. E, sim, colocando os tenentes na rua e isso não seria o caso.” Para o general Durval Antunes Machado Pereira de Andrade Nery, que diz ter participado da cerimônia de concessão da TVS para Silvio Santos em 1975, a novela faz um retrato negativo das Forças Armadas. “Sem sentido uma empresa falida, pertencente a um homem que já foi do governo militar, mostrar que as Forças Armadas não prestam”, diz Nery. E completa: “Ela não mostra que os guerrilheiros também saqueavam, sequestravam e hoje estão aí impunes, em cargos públicos.”O SBT não comenta o caso. E a novela segue causando polêmica. *** Fala Almança - Vamos censurar também os filmes que mostram a perseguição aos judeus na Segunda Guerra Mundial por mostrar o exército alemão exterminando milhares nos campos de concentração. Que tal censurar também os filmes e documentários que mostram membros do exército americano cometendo todo tipo de atrocidades com populares vietnamitas? Esta posição de alguns militares é simplesmente ridícula. Esconder a história não é nada digno. Isso sim mancha a imagem das Forças Armadas. Tenho certeza que esta não é a posição da maioria dos membros das Forças Armadas e das Polícias Militares, aja vista que as PMs deram ampla apoio ao golpe militar. O perigo do comunismo, a censura, a tortura, os atentados terroristas, a ditadura em si, deve ser analisada por cada cidadão e cada um formar sua própria opinião. Dizer que na época da ditadura a população vivia com segurança é verdade, mas dizer que muitos eram sumariamente eliminados por sua ideologia política também é verdade. Não se pode simplesmente apagar ou tentar esconder a verdade. Tenho acompanhado alguns capítulos da novela, justamente devido ao tema, e até agora não tenho visto nada parcial. O autor tem tomado o cuidado de expor os fatos históricos didaticamente até de mais para uma telenovela. O Brasil tem o direito de saber tudo o que aconteceu no período da ditadura, dos dois lados igualmente. As famílias que tiveram parentes desaparecidos precisam de uma satisfação. Também precisamos saber onde foi parar os milhões apurados em vários assaltos executados pelos comunistas. A tão falada Comissão da Verdade, se tratada com seriedade, vai prestar um grande serviço ao país e as futuras gerações. Não se trata de apontar qual dos lados estava certo. A lei da anistia precisa ser preservada, não pode ser simplesmente rasgada, mas a verdade precisa prevalecer mesmo que venha causar desconforto e desagradar a alguns. Uma coisa toda essa história nos ajudará a compreender: que os dois lados estavam equivocados. O comunismo ou a didatura militar não são exemplos de uma sociedade igualitária e justa. Prova disso é não funcionou em nenhum país. Com toda sua imperfeição, Viva a Democracia. SD Almança http://sargentoricardo.blogspot.com

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